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Comitês Regionais

Os Comitês Regionais são estruturas que reúnem pessoas de dois ou mais países na consecução das metas do programa. Os países se associam de acordo com critérios geográficos ou outros, como culturas ou interesses comuns ou por terem em comum o mesmo Escritório Regional da UNESCO. Os Comitês Regionais oferecem um meio de abordar as questões que escapam do âmbito prático do IAC ou de Comitês Nacionais específicos, além de funcionarem como um mecanismo de cooperação e complementação para além das fronteiras nacionais. Seus membros, escolhidos por suas qualidades pessoais e exercendo seus mandatos em caráter individual, originam-se dos países envolvidos e, em muitos casos, são também ligados aos Comitês Nacionais.

Têm as seguintes atribuições:
• manter um registro regional de Memória do Mundo;
• propor a inscrição nos registros regionais ou internacional de conjuntos de patrimônio documental que transcendem as fronteiras nacionais ou por qualquer motivo, não são susceptíveis de integrarem um registro nacional;
• incentivar o trabalho de cooperação e formação no âmbito da região;
• gerenciar projetos na região;
• servir de apoio aos países da região em que não há Comitê Nacional;
• incentivar a criação de comitês nacionais e estimulá-los;
• coordenar as atividades de publicidade e conscientização em sua região.

Existem, atualmente, três Comitês Regionais:
African Regional Committee for the Memory of the World (ARCMOW)
Memory of the World Committee for Asia/Pacific (MOWCAP) – site: http://www.unesco.mowcap.org/
Comité Regional de Memoria del Mundo para América Latina y el Caribe (MOWLAC) – site: https://mowlac.wordpress.com/

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International Advisory Committee (IAC)

O IAC é o principal órgão que assessora a UNESCO sobre o Programa. É formado por 14 membros, designados pelo Diretor-Geral da UNESCO, escolhidos, a título pessoal, por sua competência no âmbito da proteção do patrimônio documental. Reúnem-se, em sessão ordinária convidada pela Direção Geral da UNESCO, a cada dois anos.

Para organizar seu trabalho, o IAC estabelece ,e modifica seu regulamento interno e dispõe de organismos de apoio ou subcomitês. os presidentes dos subcomitês assistem, normalmente, as reuniões do IAC em função de suas atribuições.

Concretamente o IAC supervisiona a política e a estratégia do Programa Memória do Mundo. Assim, acompanha o progresso geral do Programa, examina os relatórios dos subcomitês, dos comitês regionais e da Secretaria e também assessora esses órgãos quanto a suas funções e suas responsabilidades. Se necessário, revisa e atualiza as Diretrizes da Memória do Mundo e aprova as inscrições ou supressões do Registro Internacional da Memória do Mundo.

O IAC também cria as estruturas do Programa por meio de seus órgãos de apoio, a saber:

  • A Direção, formada por um presidente, três vice-presidentes e um relator. Sua principal função é, no intervalo das reuniões do IAC, dar continuidade ao Programa e tomar, junto com a Secretaria, as decisões táticas necessárias, além de rever o uso do logotipo de Memória do Mundo e coordenação, quando necessário, as relações com os comitês regionais e nacionais.
  • O Subcomitê de Tecnologia tem como principal função elaborar, revisar regularmente e difundir avaliações, diretrizes e normas quanto à preservação e digitalização para acesso.
  • O Subcomitê de Marketing estabelece estratégias para sensibilização e captação de recursos financeiros para projetos específicos e para o Programa, além de definir e revisar as diretrizes para uso do logotipo da Memória do Mundo.
  • O Subcomitê de Registro, em coordenação com a Secretaria, supervisiona as candidaturas recebidas e as analisa, oferecendo sues pareceres ao IAC. É composto por um presidente e membros nomeados por seu reconhecido conhecimento, além de representantes de organismos internacionais na área de em termos de patrimônio documental, como o Conselho Internacional de Arquivos, a IFLA etc.
  • O Subcomitê de Educação e Pesquisa elabora estratégias e conceitos para insitutcionalziar a educação e pesquisa em Memória do Mundo, seus registros (internacional, regionais e nacionais) e o patrimônio documental mundial de forma sustentável, tanto em escolas básicas como universidades.
  • A Secretaria assume todo o trabalho de apoio ao IAC e demais órgãos auxiliares, bem como a administração e supervisão gerais do Programa. Integram a Secretaria:

 

Boyan Radoykov
Chief of Section, Section for Universal Access and Preservation (KSD/UAP), Communication and Information Sector (CI)
Knowledge Societies Division
UNESCO
7 place de Fontenoy
e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Maria Liouliou
Assistant Programme Specialist
Communication and Information Sector (CI)
UNESCO
7 place de Fontenoy
e-mail: m.liouliou(at)unesco.org

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Apresentação

O Programa Memória do Mundo da UNESCO – MoW, – promove a preservação e acesso ao patrimônio documental (arquivístico e bibliográfico) da humanidade.

O primeiro objetivo do programa é garantir a preservação, pelos meios mais adequados, do patrimônio documental que tem um significado mundial e incentivar a preservação do patrimônio documental de importância nacional e regional. Pretende também aumentar a conscientização nos Estados-Membros da UNESCO quanto a seu patrimônio documental, especialmente aspectos dessa herança que são significativos em termos de uma memória global comum.

O Programa procura desenvolver produtos com base em acervos desse patrimônio documental e torná-los disponíveis para ampla distribuição, garantindo que os originais sejam mantidos nas melhores condições possíveis de conservação e segurança.

Antecedentes

Memória do Mundo é a memória coletiva e documentada dos povos do mundo – seu patrimônio documental - que, por sua vez, representa a maior parte do patrimônio cultural mundial. Traça a evolução do pensamento, de descobertas e conquistas da sociedade humana. É o legado do passado para o presente e futuro da comunidade global.

A memória do mundo está em grande parte em bibliotecas, arquivos, museus em todo o mundo, e uma alta porcentagem desse acervo está, hoje, em perigo. O patrimônio documental de muitos povos foi dispersado devido a deslocamentos acidentais ou deliberados de acervos e coleções, a guerras ou outras circunstâncias históricas. Algumas vezes, há obstáculos práticos e políticos que impedem o acesso a ele, e em outros casos se encontra ameaçado de deterioração ou destruição. Os pedidos de repatriação de patrimônio têm de tomar em consideração a situação conjuntural, além da justiça.

Os perigos são múltiplos. Ao ser composto principalmente de materiais naturais, sintéticos ou orgânicos sujeitos à instabilidade e à decomposição química, o patrimônio documental está constantemente exposto a desastres naturais, como inundações e incêndios; a desastres provocados pelo homem, como a pilhagem, acidentes ou guerras, e à deterioração gradual que pode ser devido à ignorância ou à negligência que levam a que não se lhe dê cuidados básicos, armazenagem ou a devida proteção. No caso de materiais audiovisuais e eletrônicos, a perda resulta também da obsolescência técnica, freqüentemente ocasionada por imperativos comerciais, sem se oferecer, por outro lado, materiais ou tecnologias mais estáveis para fins de preservação.

A crescente tomada de consciência dos riscos sofridos pelo patrimônio documental mundial exige que se lhes dê solução urgente. Já se perdeu muitos acervos e grande parte do patrimônio que resta só receberá cuidados de  preservação adequados no último momento, se isso ocorrer. A capacidade e instalações necessárias para ações nesse sentido são desigualmente distribuídas no mundo.

O programa Memória do Mundo foi criado partir da preocupação de Frederico Mayor Zaragoza que, como Diretor-Geral da UNESCO, viu os efeitos da destruição da Biblioteca de Sarajevo, em 1992, durante a Guerra da Bósnia - a destruição de cerca de dois milhões de livros, periódicos e documentos, muitos deles raros ou únicos, configurando uma perda de valor incalculável. A percepção de que a maior parte da memória dos povos está contida em documentos bibliográficos e arquivísticos fisicamente frágeis e em constante risco por desastres naturais, guarda inadequada, roubos e guerras exigia respostas que assegurassem a identificação desses acervos, sua preservação e acesso público.

Memória do Mundo reconhece o patrimônio documental de importância internacional, regional e nacional; inscreve-o em um registro e concede uma logomarca para identificá-lo. Facilita também sua preservação e acesso sem discriminação. Além disso, organiza campanhas de sensibilização sobre o patrimônio documental, alertando as autoridades, os cidadãos e os setores empresariais quanto às necessidades de  preservação e também captando recursos para essas ações.

O Programa é um projeto verdadeiramente internacional, com uma secretariado central, comitês internacional, regionais e nacionais, além de parcerias com  setores governamentais, profissionais e empresariais, o que lhe permite manter uma perspectiva global que abrange todos os países e povos, cujos esforços serão necessários para assegurar que a memória seja preservada sem distorções ou perdas.

Objetivos

O Programa Memória do Mundo tem três objetivos principais:

a) facilitar a preservação do patrimônio documental mundial por meio das técnicas mais adequadas, o que pode ser feito por uma assistência prática direta, difundindo diretrizes e informação, incentivando a formação de pessoal especializado ou associando patrocinadores a projetos oportunos e apropriados;

b) proporcionar o acesso universal ao patrimônio documental, por meio da produção de cópias digitalizadas e catálogos pesquisáveis online, publicação e distribuição de livros, CDs, DVDs e outros produtos o mais ampla e equitativamente possível. Sempre que o acesso tenha implicações para os custodiadores do patrimônio, isso é levado em conta, e restrições legais e de outros tipos em matéria de acesso aos arquivos são reconhecidas, bem como sensibilidades culturais – por exemplo, o fato de comunidades indígenas preservarem e controlarem o acesso a seu patrimônio. São também respeitados os direitos de propriedade, garantidos por lei;

c) criar em todo o mundo a consciência da existência e importância do patrimônio documental, para o que se recorre, embora não exclusivamente, ao aumento do número de registros como Memória do Mundo, e a instrumentos e publicações de promoção e informação. Preservação e acesso não só são complementares, mas também contribuem para a conscientização, já que a demanda de acesso estimula o trabalho de preservação. A produção de cópias de acesso é estimulada, de modo a ser evitada a manipulação de documentos que devem ser preservados.

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